Silêncios e Sorrisos

Publicado: 27/01/2013 em Amor, confiança, culpas, desabafo, Deus, escolhas, Graça, medos, Musicas, Série assuntos polêmicos, vida

“Seu pai não a chamou no quarto mas ela entrou mesmo assim. O abraçou pelas costas e disse sutilmente que o amava. Sem expressões ou reações ele prosseguiu com o que estava fazendo: ouvindo músicas na internet. Um segundo depois, ele diz à filha que gosta de música clássica, e que elas o deixavam calmo e tranquilo.

Esse é um momento raro entre o relacionamento contubardo de um pai e uma filha. Para alguns um momento insignificante e bem comum. Mas para aquela filha significava o recomeço, ou parte do que foi um dia uma amizade. Não era apenas um “oi”, “bom dia” ou “tchau”, era compartilhar um gosto, dizer algo de si prórprio, um sentimento partilhado. Digamos que anos foram perdidos em entender o que o amargurava e o deixava tão solitário. Mesmo tendo uma família linda (com problemas como todas outras) , o silêncio era seu próprio mal. A filha que o amava desesperadamente e via naquele homem uma razão para acreditar estava desiludida e um pouco perdida. Perdeu o herói e perdeu um pai, mesmo ainda estando vivo. O ser que ali atualmente habitava não era o que cantava canções e ensinava sobre a vida( o lado duro da vida e o lado bom da vida), era um cara vegetativo e inexpressivo. A fase da raiva passou, mas essa do silêncio matava por dentro aquela menina quase mulher. Depois de uma música compartilhada parecia que esse gelo estava se derretendo. A muralha da China parecia se agora com uma cerquinha qualquer. Ela encontrou naquela atitude e no brilho daquele olhar não a esperança de tudo voltar a ser como antes, ela era quase mulher, mas de saber que o amor ainda permanecera entre eles, de uma forma viva e quente.
Pode ser que essa filha não tenha um outro momento como este, mas com certeza, esse foi o único que ela precisava para acreditar novamente de que apesar das coisas mudarem e nunca mais se tornarem as mesmas, essas coisas existiram, foram importante e nem o tempo, nem perigo, nem espada, nem tempestade, nem a morte, nem a angústia, nem a depressão, nem as doenças, físicas ou psiquicas, nada e absolutamente nada pode nos separar do amor de um pai.
O pai pode não soltar mas seus sorrisos pois todos foram gastos fazendo com que a filha encontrasse motivos para iniciar sua jornada de sorrisos.

Seja diferente, perceba os detalhes e sorria.

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