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A culpada.

Publicado: 04/03/2010 em confiança, culpas, Deus, filosofia, fotografia, medos

Procurei uma foto no 1001imagens para roubar alguma, olhei e me apaixonei por essa, mas lá estava o título da fotografia : A CULPADA de Luis Ribeiro, alguns comentários sugeriram que o título fosse posto pela mulher que odiava o barulho da guitarra, mas me instigou a filosofar o que teria ver culpa com música?Ou com instrumento, que relação seria essa?
Me identifiquei sendo a culpada.Muitas vezes em meio a medos, depois de tanto se considerar a vítima do mundo e de colocar a culpa de nossas consequências nos pecados de outros em relação a nós. Questionamos a Deus o porquê das coisas acontecerem, de um amor ir embora, de um emprego não chegar, de uma esperança se esmaecer.Mas quando nossas culpas vem a tona nos sentimos pequenos e frágeis, mas de fato é assim o nosso estado natural, fraco. Parece papo triste, mas essa é a grande verdade, Hitler era um tirano que gostava de ate, Madonna é uma pop star que queria ser freira, os discípulos de Jesus eram pescadores, médicos, cobradores de impostos que depois de terem vivido tantos milagres voltaram a ser pescadores e fracos depois da crucificação. Temos a tendência de voltarmos a sermos quem éramos por frustação da nossa mudança não ter vingado do jeito que haviamos planejado.”Ah! o Egito era tão bom
, melhor que este deserto cheio de pó!”, ou “Jesus tú sabes que eu te amo” e depois “Não conheço este homem”. Propagamos nossa nova vida e quando uma coisa sai fora dos planos nos escondemos em cavernas e queremos durmir.
Medo? Insegurança ? Culpas?
Não sou a pessoa mais indicada pra alerta-los a não ter esses sentimento, pois sinto isso o tempo todo, aliás sou a culpada né!
A culpada de não dar o valor a morte da cruz quanto deveria, sou um Mefibosete, uma Viúva sozinha, uma mulher que lava os pés de Jesus com lágrimas indignas e enxarcadas de pecados, sou um rei que não consigo conter meus hormônios, sou pobre e pecadora, fujo do profundo e me apego ao relevante, não gosto de ficar relendo as tábuas da lei e os pergaminhos sagrados, as vezes sou Jacó tirando vantagem dos meus irmãos, as vezes sou rude como João Baptista e grossa como Eliseu, não tenho paciência como  Pedro e abro brechas enormes.
Mas não sou fariseu, peco mais por isso amo mais, e mais serei perdoada e amada. Não quero tratar Jesus como um comum pois Ele se fez culpado por mim. Não quero “achar” que tenho menos pecados pois o sacrifício valeria menos pra mim, quero admitir que eu pequei, pois quem não tem pecado atira a primeira pedra, não é?Uns são de esquerda, outros de direita, outros puritanos, alguns tradicionais, outros pentecostais, outros racionalistas, alguns acreditam na predestinação, outros apenas na Graça pra alguns, e outros pra todos, uns são de Apolo, outros de Paulo e alguns de Pedro.Mas eu sou do Pai que O enviou, usou os meus pecados pra que a Graça fosse concluida na cruz.Nada posso sozinha mas posso TUDO naquele que me fortalece.
Lavando os pés Dele com as minhas lágrimas de culpq pois sei que Ele me perdoará!A culpada sou eu, pequei e errei já não sou digna de ser chamada sua filha, faz me como um dos teus servos.E Ele olha para mim com aqueles olhos que só um Pai sabe olhar, e me diz: Filha você estava morta e reviveu, e isso é motivo de festa.

Concluindo por mais que você seja culpado, a guitarra que irrita muito e agrada poucos, o que importa é que quem te comprou te ama e foi um preço alto, preço de sangue.

Seja diferente, seja culpado, seja mais amado, siga a Cristo!

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